Me corrói a grandes prantos olhar para os lados e nada ver
das verdes águas que banham as baías da Bahia
Do som estrondoso daquela coisa tão nossa, tão distante, que
se bate contra os rochedos do Pernambuco
O coração aperta, resgata as memórias
Do Acarajé de Irene
Do caruru de 7 meninos na casa de Neide,
Da Moqueca de Nelma do mais alto dos altos do Coqueiro
Da zoada das altas gargalhadas que se deleitam nas feiras da
Bahia, dos vendedores que gritam e oferecem naquele sotaque familiar as
matérias primas dos pratos das mesas baianas que se despojam no tabuleiro
Essa conjunção inerente à alma baiana subjaz às memórias
dos baianos onde quer que eles estejam
Ilhéus vive no coração de cada ilheense como um
sustentáculo pulsante de vida que, sugando da terra mãe todos os seus
nutrientes, prepara seus queridos filhos para a luta diária da existência
Carlos Eneas
Nova Poesia Sul Baiana
Seu texto me lembrou um pouco um poema que usei para fazer um trabalho de faculdade uma vez: "Evocação ao Recife", de Manuel Bandeira.
ResponderExcluirTalvez porque em ambos falem sobre sua terra amada, não sei. Você pode não ver nenhuma semelhança, mas eu vi e acabou! hahahahah
Enfim, parabéns!! Apesar de grande parte de minha família ser Ilhéus, nunca visitei a cidade, mas seu poema deixou minha imaginação voar até lá hoje.
Obrigada!
vc é o cara !!!!!!!!! escorpiano, fiel sempre, de qualquer jeito, ao que ama !!!!
ResponderExcluirnão foi pietrobon, foi rosangela. coisas de computador !!! kkkk
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