segunda-feira, 25 de abril de 2016

Saudades do mar sem fim da Bahia

Me corrói a grandes prantos olhar para os lados e nada ver das verdes águas que banham as baías da Bahia

Do som estrondoso daquela coisa tão nossa, tão distante, que se bate contra os rochedos do Pernambuco

O coração aperta, resgata as memórias

Do Acarajé de Irene

Do caruru de 7 meninos na casa de Neide,

Da Moqueca de Nelma do mais alto dos altos do Coqueiro

Da zoada das altas gargalhadas que se deleitam nas feiras da Bahia, dos vendedores que gritam e oferecem naquele sotaque familiar as matérias primas dos pratos das mesas baianas que se despojam no tabuleiro

Essa conjunção inerente à alma baiana subjaz às memórias dos baianos onde quer que eles estejam

Ilhéus vive no coração de cada ilheense como um sustentáculo pulsante de vida que, sugando da terra mãe todos os seus nutrientes, prepara seus queridos filhos para a luta diária da existência

Carlos Eneas 
Nova Poesia Sul Baiana

3 comentários:

  1. Seu texto me lembrou um pouco um poema que usei para fazer um trabalho de faculdade uma vez: "Evocação ao Recife", de Manuel Bandeira.
    Talvez porque em ambos falem sobre sua terra amada, não sei. Você pode não ver nenhuma semelhança, mas eu vi e acabou! hahahahah
    Enfim, parabéns!! Apesar de grande parte de minha família ser Ilhéus, nunca visitei a cidade, mas seu poema deixou minha imaginação voar até lá hoje.
    Obrigada!

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  2. vc é o cara !!!!!!!!! escorpiano, fiel sempre, de qualquer jeito, ao que ama !!!!

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  3. não foi pietrobon, foi rosangela. coisas de computador !!! kkkk

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